Eu sou assim. Essa sou Eu!

testemunho poderoso

Posted on: 07/12/2007

Simone de paraíba!

Oi Ana. Quanto tempo!!! Tanta coisa tem acontecido com vocês, não é mesmo? Tantas promessas se cumprindo, tantas conquistas… glória a Deus! Aqui também estamos experimentando o  novo de Deus de uma forma muito tremenda e desejei compartilhar com você, não como compartilhei um dia com a líder de louvor do DT sobre a música “Eu quero avivamento” e a cidade de Algodão de Jandaíra, mas como se compartilha com nossos amigos as coisas boas que Deus nos faz.Bem Ana, você já esteve em nossa igreja, mas creio que não lembra de que havia um haras na mesma rua da igreja onde é feito uma vez no ano uma vaquejada. Pois bem, este lugar cresceu, cresceu e se tornou o Parque Cowboy com uma área de 20.000m2 que possui o haras, o local da vaquejada, uma área para futuros projetos e uma casa de show, que foi inaugurada na vaquejada do ano passado.Como provisão divina, foi no mesmo período do nosso 1º Congresso de Louvor e Adoração. Imagine a cena: Enquanto começávamos o congresso eles começavam, há poucos metros, o show. No meio do louvor, Esly (lembra dele?) levou o povo a marchar e profetizar sobre aquele lugar e me chamou para fazer a oração. Enquanto orava Deus me deu a visão de estar no palco do Parque Cowboy com um microfone na mão. Confesso que ri Ana (como Sara). Nunca tinha nem pisado naquele lugar, nem sabia como era e como estaria ministrando naquele palco? Mas tenho aprendido a passar para a igreja o que Deus tem me dado. O tempo passou… eu esqueci a marcha, a oração e a visão, mas Deus não esqueceu!Em julho, (novamente no aniversário da igreja), durante a mensagem de um dos dias, Deus começou a me despertar e eu me senti envergonhada. Chorava muito no culto, sentia vergonha das pessoas e principalmente de Deus por até agora não ter feito nada com relação ao Parque Cowboy que estava a poucos metros da igreja. Dali pra frente minha vida se tornou em uma grande guerra espiritual. Como é difícil sair da nossa zona de conforto, não é amiga? Sentia uma pressão no peito que, principalmente quando ia orar, parecia que meu corpo ia explodir.

Ao mesmo tempo que achava grande demais pra mim, também achava que era coisa da minha cabeça. A coisa piorou quando pedi na Palavra uma confirmação do Senhor e recebi Ezequiel 47.9. Pela versão da NVI diz que o rio iria sanear o mar, essa palavra encravou em meu coração. “Como o rio pode sanear o mar, Senhor?”. E Ele me pedia para crer nessa visão de Ezequiel, pois era isso que Ele queria fazer através de mim. Mesmo sem saber o que Deus queria ainda, levei algumas das minhas líderes de célula à praia mais próxima que temos aqui, que tem um rio que desemboca no mar. Passei pra elas a visão e todas compartilharam a insatisfação que há tempo estava sendo gerada em seus corações e só em compartilhar dessa visão já começavam a se renovar, foi um mover lindo do Espírito naquela manha de sábado na praia.

Na segunda-feira fui fazer uma visita e quando me dei conta estava me aproximando do Parque Cowboy e não acreditei quando vi um dos portões abertos. É todo cercado com uma muralha de uns 4m de altura e só do lado da rua da igreja tem 7 portões. Fui impulsionada pelo Espírito e quando me dei conta já estava lá dentro da quadra da casa de show cantando “onde eu puser a planta dos meus pés, possuirei…”. Aquela foi a confirmação de Deus que eu necessitava!

Depois de passar uma semana me consagrando, recebi toda a estratégia do “general da guerra”, reuni agora todas as minhas líderes de célula da Rede de Mulheres e compartilhei a visão:  “Todas as vezes que tiver show no Parque Cowboy, nós faremos uma maratona de oração debaixo das 3 árvores que tem lá em frente, das 6h da manhã às 6h da tarde nos revezando de 2 em duas. Faremos em 7 sábados seguidos encontros de 3 células na igreja, daqui partiremos marchando e cantando. Ao chegar de frente ao Parque Cowboy Deus dará a direção o que cada uma deverá fazer, pois sei que cada sábado será diferente. No 8º sábado faremos um ajuntamento de toda a Rede de Mulheres no portão principal em um culto de muita celebração ao Senhor.”. Encerramos a reunião em um momento de muito quebrantamento. Depois de compartilhar a visão, me senti bem melhor com relação ao aperto no peito, mas a guerra interna era muito grande. Era um mundo novo que eu estava entrando e colocando outras pessoas junto comigo. Lá no íntimo do coração eu sabia que não era apenas oração debaixo de uma árvore que Deus tinha para nós, por isso o conflito interno crescia. A reunião com as líderes foi na quarta-feira e já no sábado teria um show de pagode, com os maiores pagodeiros do Rio de Janeiro e São Paulo.

No sábado às 6h já estávamos lá para abrir a maratona. O Deus de detalhes me deu a direção de que todas fossem com uma camisa que temos com os dizeres: “Sou de Jesus, o especialista em resgate” (mais à frente essa camisa iria abrir caminhos e quebrar corações). Logo no primeiro dia, Deus me colocou numa prova muito difícil (ele conhece minhas limitações). Deus me deu a direção de derramar sal na entrada de todos os 7 portões. Mas como eu iria fazer isso?

Às 6 da manhã já tinha muita gente armando barracas, passando pra lá e pra cá e todos iriam me ver fazendo aquela loucura. O Senhor me levou pra cruz… o que ele me pedia era muito simples comparado com a humilhação que o meu Jesus sofreu. Obedeci e acho que Deus me deu a unção da transparência (ninguém sequer olhou para nós), só depois que fui ungir também com sal os pés das líderes é que os “irmãos” que passavam na hora nos acusaram de ser catimbozeiras (macumbeiras). As irmãs que foram orar às 3h da tarde receberam uma unção de ousadia muito grande e, mesmo com as pernas tremendo, foram na direção de um dos portões que estava aberto e pediu para orar ali. Sabe o que o porteiro disse a elas Ana?  “Vocês não vão orar aqui não, vão orar lá no palco, porque hoje tá uma confusão muito grande aqui”. Glória a Deus!!! As irmãs foram e quando começaram a orar e ungir com a água que tinham levado, todo o pessoal que tava passando o som parou, fechou os olhos e levantou as mãos para receberem a oração sem elas nem pedirem. Só fui tomar conhecimento desse fato sobrenatural no domingo à noite e naquele momento Deus acendeu em meu coração a certeza que iria subir naquele palco com o microfone na mão, como Ele prometera.

Os shows no Parque Cowboy geralmente começam às 10:00h da noite do sábado e terminam às 5:00h da manhã do domingo. Nós, como Igreja do Senhor Jesus, passávamos a madrugada murmurando sem dormir e no dia seguinte na Escola de Líderes continuávamos só abrindo a boca para amaldiçoar o local, os organizadores e as pessoas que iam para lá. Nesse domingo foi diferente! Nossos corações estavam quebrantados e nossos lábios não se abriram para murmurar, mas para profetizar que Deus vai mudar a história daquele lugar. Como foi bom começar a se encaixar nos planos de Deus!

No sábado seguinte teve um outro show. Dessa vez seria com uma banda pesada de rock e seria das 5 às 5, 12 horas de rock no Valentina!!! A mesma estratégia de oração foi seguida. Dessa vez Deus mandou derramar na entrada dos portões água, óleo e perfume; acredita que foi muito mais fácil obedecer? Já estava entrando numa unção de ousadia que iria precisar mais tarde… As irmãs que oraram de 10:00h viram uma brecha do portão aberto e aproveitaram para entrar e orar lá dentro. Encontraram um senhor que puxou conversa com elas e depois de um tempo descobriram que ele é o gerente administrativo de lá, pediram para às 5 horas entrar em um dos portões para podermos orar antes do show começar. Ele concordou e combinou com elas que um tal de César estaria nos esperando no último portão (o mais escondidinho). Quando me falaram, corri pra avisar a todas as líderes e 5h estávamos todas lá. Fomos até o tal portão, mas uma mulher não muito interessada nos planos de Deus, tentou nos descartar de todas as formas até nos mandar para o portão principal. Se naquele portãozinho escondido não conseguimos entrar, o que aconteceria no portão principal?

Você que tá acostumada com multidão, Ana, imagine a cena: No portão principal estava um pelotão de choque da PM e outro de seguranças particulares; do outro lado estava uma multidão desesperada para atravessar aquele portão (já era mais de 5h) e no meio, um bando de mulheres “loucas” fazendo pressão pra entrar naquele lugar pra orar. Que loucura!!!!!!!!! Nessas horas reconheço que Deus me dá uma unção mais do que sobrenatural, porque eu sou tão quietinha na minha, mas nessas horas eu argumento até a vontade do meu Pai ser feita. O segurança estava tão surpreso que nos tratou muito bem acho que por curiosidade. Ele ligou logo pra mulher que nos descartou no outro portão e ela gritou tão alto com ele que deu pra gente ouvir: “O que essas mulheres querem mais? Elas já passaram o dia todo orando aqui na árvore!”. Aí ela mesma mandou ele ligar para um outro e esse outro nos autorizou entrar. Ana, foi tremendo a nossa primeira entrada naquele lugar! Entramos pelo portão das autoridades! Todos os pelotões de seguranças e PMs se abriram automaticamente para passarmos. Deus nos deu ousadia e fomos até a frente do palco, tocamos o shofar, oramos, marchamos e abençoamos aquele lugar. Era geral o espanto quando nos viam com aquela camisa e de Bíblia na mão. Levantamos nossas mãos e abençoamos as pessoas que estavam no palco, eles pararam tudo o que estavam fazendo e ficaram olhando para nós sem entender nada. Quando terminamos de fazer tudo o que o Senhor nos mandou, os portões foram abertos pro povão e o show começou com quase 1 hora de atraso, para a glória de Deus! Neste dia, já envolvemos toda a igreja e fizemos uma vigília de sacudir o inferno. Pra você ter idéia da altura do som do Parque Cowboy, pedimos autorização a SEMAM para fazer a vigília, para nos proteger eles vieram medir os decibéis do nosso som. Acredita que da porta da igreja eles não conseguiram encontrar o som da igreja porque o do Parque Cowboy estava mais alto?

Uma nova vida foi gerada no meio da igreja. Voltamos a sonhar!!!! Algumas pessoas do bairro estavam nos criticando muito, mas nós não ligamos porque tínhamos certeza de estar fazendo a vontade de Deus. Os 7 sábados fluíram com muito poder com as células, foram muitas experiências! Pra mim a mais marcante foi no 5º sábado, quando chegamos lá e o portão estava aberto para venda de ingressos para um outro show. Entrei na fila dos ingressos, esperei minha vez e pedi autorização para orar lá dentro. Interessante que eles nem sabem o que nós oramos, mas de suas bocas sempre sai a autorização. É Deus na Terra! Quando observei, o portão de acesso ao palco estava aberto e sem pensar duas vezes subi com minhas meninas e fomos orar lá em cima. Comecei a ver o nosso ministério de louvor cantando ali, Esly ministrando cheio de unção e o nome do Senhor sendo engrandecido pela primeira vez naquele lugar. Demos as mãos e cantamos a música “gigantes” do nosso CD, foi profético!!!!

Da segunda vez que entramos antes do show pedi logo pela manhã uma autorização por escrito para que não houvesse mais confusão e eles deram na hora, porque viram todo o tumulto e não queriam que nós passássemos novamente por aquele constrangimento (Deus é fiel e cuida dos seus!). Neste sábado fizemos um ato profético: levei duas jovens, uma delas havia comprado o ingresso antecipado, mas fez o Encontro, aceitou Jesus e rasgou o ingresso. De frente para o palco envolvi uma na bandeira da Paraíba e a outra na bandeira do Brasil e enquanto o shofar tocava elas se prostraram diante do Senhor dos senhores e derramei água sobre suas cabeças e as bandeiras. Foi muito tremendo que quando isso começou as pessoas já estavam entrando pro show, o pessoal do som parou e ficou olhando e exatamente na hora que derramei a água, todos os refletores de luz se acenderam sobre nós. Eu e as meninas no chão nos tremíamos toda, quase erro a cabeça delas com a água, foi simplesmente tremendo!!!!!!! Ninguém entendia nada, mas o poder das trevas começava a ficar limitado naquele lugar.

Durante a ministração do louvor no domingo anterior ao 8º sábado, Deus me deu a direção de ir ao Parque Cowboy, procurar o tal gerente que conversou com as irmãs, pedir perdão a ele por não ter procurado antes para falar das nossas verdadeiras intenções. E a coragem? Resisti, mas terminei indo, sabia que esse mistério não era com Pr. Enéas, mas unicamente comigo. Levei Esly como minha testemunha e fui. Fomos muito bem recebidos, ele disse que desde o primeiro dia já tinha conhecimento das nossas orações na árvore e tinha colocado “espias” para ver o que estávamos fazendo e eles disseram que era coisa de Deus mesmo.

Eu disse a ele que nunca iríamos orar para Deus abençoar os shows, mas sim as vidas que entravam ali e a dele era a primeira. Agradeceu e disse que o índice de violência diminuiu muito: todo show tinham brigas, facadas, tiros e até mortes e depois que começamos a orar tudo ficou mais tranqüilo. Aproveitei a oportunidade e compartilhei toda a estratégia de Deus e disse que no próximo sábado estaríamos fazendo um culto com todas as mulheres de frente ao portão principal, mas se ele permitisse em vez de fazermos do lado de fora poderíamos fazer do lado de dentro do portão. Sabe qual foi a resposta? “Com certeza, pastora. Esse lugar é de vocês também!”. Antes de cair pra trás perguntei se poderia trazer uma caixa de som e um microfone, ele virou pra Esly e disse: “Ela não entendeu o que eu disse: Fique a vontade, pastora, façam o que desejar nesse lugar em nome de Deus”. Saímos dali como quem sonha, estávamos vivendo milagres de Deus!!!!! Primeiro o lugar nunca tinha sido aberto pra nenhum evento (de crente ou não), segundo era de graça, terceiro onde abundou o pecado agora iria superabundar a graça!!!!!!

Avisamos a igreja e estivemos todos alí para uma grande celebração ao Senhor, não no sábado, mas na sexta que era feriado de 12 de outubro. Ana, foi tudo tão rápido que não dei conta da dimensão do que estava acontecendo. Somente quando subi no palco e peguei o microfone é que “caiu a ficha”: A visão do congresso estava se cumprindo em menos de 1 ano depois!!! A única coisa que consegui dizer foi “aleluia” e botei pra chorar. Antes do final do culto Deus já me mostrava que o encerramento do congresso desse ano seria ali também. Mais um desafio! E resumindo, dia 3 de novembro fizemos a última noite do 2º Congresso de Louvor e Adoração ali no Parque Cowboy. Achávamos que seria apenas celebração dos milagres, mas Deus queria mais e naquela noite entre conversões e reconciliações foram 62 pessoas! O casal de pastores que vieram do Rio para ser os preletores, Pr. Paulo Joventino e Pra. Márcia, ficaram surpresos com a receptividade do povo paraibano e não paravam de repetir: “Que terra fértil é essa????”. Bem, a vida do cristão é de glória em glória e a do guerreiro é de desafio em desafio.

Agora tínhamos o maior evento do ano do Parque Cowboy à nossa frente: A vaquejada que reúne vaqueiros do Brasil inteiro e que já estava confirmada a presença de mais de 20 bandas das mais famosas do nordeste para os 4 dias, de 15 a 18 de novembro. “E agora Deus, qual a estratégia???” A estratégia são as 4 madrugadas dentro do Parque Cowboy orando, evangelizando e se arrependendo pelos pecados desse povo todinho. E ainda no lugar da missa do vaqueiro que é feita há 15 anos, realizar um culto abençoando de verdade a vida de todos. Loucura!!!!!!!! Relutei muito, mas não podia duvidar que Deus estava nesse negócio. Então, já na semana da  vaquejada, fui lá com uma autorização na mão, só pra ser assinada por João Romero o gerente administrativo, nos dando o passe livre para as 4 noites.

Sempre fui ali com alguma testemunha, mas dessa vez fui sozinha (só com Rebeca). Ele não estava, mas fui com o propósito de encontrá-lo, então ficaria ali até ele assinar esse papel. Fiquei andando pela quadra da casa de show e confesso Ana, confesso que tive muito medo. Toda aquela estrutura da vaquejada me apavorou: eram carretas, carros e caminhões entrando e saindo, eram estruturas metálicas imensas sendo armadas, muita gente de um lado para outro. “Deus o que estou fazendo aqui? Esse não é o meu mundo?”. Me deu vontade de sair correndo daquela Babilônia. Comecei a cantar “Deus de aliança, Deus de promessas..”. Olhei pro céu e pedi a Deus o arco-iris, afinal ele sempre selou as alianças comigo com o arco-iris e havia chovido há pouco tempo. Mas o arco-iris não veio, quem veio foi João Romero. Comecei a conversar com ele no meio do povo, mas era muita confusão de celular tocando e gente pra todo lado querendo a atenção dele. Desse jeito ele nunca assinaria aquele papel. Disse que quando tivesse 5 minutos pra mim me chamasse que eu estaria por ali. Voltei pra onde estava e comecei a profetizar sobre aquele palco que nós já havíamos pisado e agora as bandas mais “podres” do Brasil iriam adorar a satanás. Quando voltei os olhos para o céu Deus havia me presenteado com o arco-iris mais lindo que já vi na minha vida!!!! Pulei, marchei, gritei, orei em línguas e minha filha mandando eu parar que eu tava chamando a atenção de todo mundo. Aí expliquei a ela o que havia acontecido, sabe qual a resposta que ela me deu: ”Maínha, me poupe! Todo mundo tá cansado de saber que Deus tem uma aliança com a senhora nesse lugar, só a senhora não sabia é? Que fé hein!”. Dali pra frente, eu tinha certeza que sairia com aquele papel assinado por João Romero. E foi o que aconteceu. Ele questionou muito, começou a pensar no que os outros iriam pensar, mas eu estava cheia de Deus e argumentei com a sabedoria do alto e ele terminou assinando.

Estava com uma autorização para 20 pessoas passarem as 4 madrugadas dentro do Parque Cowboy orando, para glória de Deus! Devido ao estresse que foi a conversa não senti de Deus que deveria falar na missa do vaqueiro, deixei nas mãos de Deus. Ele nos abençoou tremendamente durante essas 4 noites. Estávamos muito apreensivos quanto ao desconhecido, mas seguros no Senhor. A opressão de satanás que veio sobre mim foi indescritível, mas hoje olho para trás e entendo porque passei por tudo isso, satanás sabia o estrago que faríamos nos planos dele. Resumindo… Cada dia foi uma experiência diferente: muitas conversões, reconciliações, casais que estavam brigando vinham para nós orarmos e darmos conselhos a eles, e olha que não tínhamos nem uma faixa que nos identificasse como crentes! Todos os dias entramos antes da multidão para orar e no final, quando a última banda descia, nós subíamos no palco, nos ajoelhávamos e pedíamos perdão pelos pecados cometidos naquele lugar durante toda a madrugada.

Algo que me marcou muito foi uma experiência do sábado: Estávamos fazendo nosso trabalho no gramado entre a casa de show e a arena da vaquejada. De repente começamos a ouvir o apresentador fazer brincadeiras com palavrões e envolvendo no mesmo contexto evangélicos, homossexuais e adúlteros. Começamos a ficar irados com aquilo. Pra concluir ele começou a colocar o nome de Deus na história e levar o povo a agradecer pela saúde, família e declarar 3 vezes “Jesus, eu te amo!”. Aí foi a gota d’água. Eu e mais um casal de diáconos fomos até a entrada para perguntar aos seguranças, que já estavam nossos amigos, o nome desse cidadão. Ele nos informou e perguntou se tínhamos coragem de ir até lá falar com ele. Dissemos que sim. Conduzidos por um outro segurança, entramos naquele lugar com cerca de 15 mil pessoas em pé, espremidas no escuro (só tem iluminação no palco), bebendo, fumando, se prostituindo. Resumindo: Sodoma e Gomorra. E nós, luz do mundo, atravessando aquela multidão das trevas para chegar no senhor boca suja.

Foi muito difícil chegar nele, foi preciso muita perseverança, ousadia e oração, mas conseguimos. De cara ele disse que era evangélico, mas depois descobrimos que não passava de espírito de engano. Exortamos cheios de autoridade e unção. Primeiro ele veio cheio de razões, mas depois se quebrantou de um modo sobrenatural, ao ponto de ele mesmo pedir para orarmos por ele e pedir perdão pelo que havia feito. Ele tirou o chapéu de vaqueiro, se ajoelhou dentro da poça de água (havia chovido muito antes) e nós começamos a ministrar libertação sobre a vida dele. Davi, orou com voz profética dentro do ouvido dele (havia muito barulho, a banda chamada calcinha preta já estava no palco), eu enterrei minhas mãos na cabeça dele dando cobertura sobre tudo que estava sendo ministrado, a unção era tão grande que eu não conseguia controlar o tremor das minhas mãos, e a irmã Josélia molhou as mãos no carro estacionado ao lado e com essa água ungiu os ouvidos, os olhos a boca e o coração dele. Quando ele levantou estava vermelho como um tomate e suando muito, estava completamente diferente. Agradeceu muito e deu nem sei quantos abraços em cada um de nós. Depois de tudo isso é que descobrimos que ele é um dos maiores apresentadores ou locutores (não sei o termo certo) de vaquejadas e rodeios do Brasil, ele é de Barretos, São Paulo, e precisava vir a João Pessoa para ser detonado por Deus!!!!

Ainda no sábado eu vinha caminhando com duas jovens e descobrimos que o show estava acabando (já era umas 4 h da manhã e nem percebemos), pois a “massa” já começava a sair. Como desde o primeiro dia as nossas camisas impactaram muito as pessoas, sugeri que a gente ficasse ali na entrada pra ver a reação do povo. Sem ninguém mandar (só o Espírito Santo mesmo) todo o nosso grupo ficou conosco. Formamos um verdadeiro pelotão de choque do céu na saída do show. As reações foram as mais diversas possíveis! Nós não falamos nada, a camisa falava por nós. Ali pessoas pararam para pedir oração, outras eram desviadas e se reconciliaram, outras botaram pra chorar se achando um lixo e pudemos orar por eles , outros ainda insistiram para nos dar dinheiro, vê se pode! Foi mais de 1 hora parados ali vendo o dia amanhecer e recebendo as criaturas do Pai que saiam daquele lugar completamente indignas das misericórdias do Senhor se renovarem sobre elas, mas é ali no meio da sujeira que vemos um pouco da dimensão da compaixão divina, pois as mesmas misericórdias que se renovavam sobre nós (que passamos a noite fazendo a vontade de Deus), se renovavam sobre aqueles (que passaram a noite fazendo a vontade do “cão”). Naquela manhã voltei pra casa cantando louvores ao Senhor sozinha pela rua.

Outra experiência marcante foi no domingo, no encerramento: Primeiro, a missa do vaqueiro não aconteceu. Até agora não sei o que houve, mas o que me interessa é que depois de 15 anos ininterruptos de missa, esse ano não teve para a glória de Deus. À noite tudo estava programado para 5 bandas se apresentarem naquela noite, ao final da quarta tudo ficou em silêncio. Fomos até a entrada e soubemos que a SEMAM ou SUDEMA (não sei ao certo quem foi) esteve lá e prendeu algumas pessoas, porque o combinado foi parar tudo à meia-noite e isso já era quase 2h. Só seriam soltos se pagassem uma multa. A banda que iria entrar depois, desapareceu; ninguém sabe e ninguém viu. Nós aproveitamos e entramos logo, o povo, que já estava sem saber o que estava acontecendo, olhava pra nossas camisas e saiam mais rápido ainda. Éramos 33 pessoas com a camisa escrita ³Sou de Jesus, o especialista em resgate². Detonamos com o inferno!

Logo que uma banda de forró (uma das mais famosas do nordeste) desceu do palco, entrou um tal de Tayrone Cigano, que matou a mulher, é presidiário e só sai pra fazer os shows e volta. Este também saiu logo e nós subimos e fechamos as 4 noites de evento com a oração de arrependimento, misturada com gratidão, risos, lágrimas em meio a muita poeira e cachaça derramada no chão e lógico, o toque do shofar. Mas temos entendido que esse é o lugar da igreja: Invadindo o inferno e sujando os pezinhos no lamaçal do pecado para resgatar vidas. Entramos no ônibus de algumas bandas antes deles retornarem , apresentamos a verdadeira alegria a eles e oramos por suas vidas profetizando que seriam levitas do Senhor, alguns ainda perguntaram o que é um levita e quando dizíamos ficavam muito impressionados.

Ainda não voltei para agradecer a João Romero e saber o que ele viu e ouviu de nós. Mas sei que o coração do meu Senhor está feliz com seus filhos do Valentina Figueiredo. No domingo não tivemos Escola Dominical porque os pastores e professores passaram a madrugada em batalha e precisavam se recompor para a última noite. No tempo da religiosidade suspender a Escola Dominical era considerado um pecado seríssimo, mas dou glória a Deus porque estamos nos “achando” no Reino de Deus, e quanto mais dizemos “sim” ao Senhor, mais livres ficamos para viver os milagres de Deus.

Algo que me marcou muito, foi como adoradora, ver o Ministério Em Teu Altar quase todo tendo essas experiências com Deus. Saíamos dali muito mais fortalecidos do que se estivéssemos em uma vigília dentro da igreja. Deus tem nos honrado com muita liberdade do Espírito para fazer essas loucuras. A unção de conquista está em nossas vidas e não abrimos mão dela de jeito nenhum. Já começamos a profetizar que vamos gravar nosso DVD Liberdade ali no Parque Cowboy que é o símbolo de uma igreja livre das 4 paredes de um templo.

Obrigada Ana, por ter paciência para ler tudo. Espero que esse testemunho lhe edifique em alguma coisa no seu ministério, pois é pra isso que Deus faz coisas grandiosas no meio do seu povo: para que a hora e glória seja só dele e que edifique mais e mais o seu povo.

Com carinho,

Simone

 simonexa@click21.com.br

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Como eu amo os Teus Caminhos…

Ele é a minha Estrela da manhã. Aquele que me chama pra dançar. Aquele que sonha os sonhos mais lindos de se viver. É Ele quem me faz viver. O seu fôlego está em mim. O Amor está Nele e digo o Seu amor é o melhor amor!
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